O escuro e as cores

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Deu vontade de escrever, saiu poesia…

O escuro e as cores

Olhos cerrados, medo de enxergar
As escolhas o amedrontavam
Dentro de si mesmo o escuro era mais seguro
Por alguns segundos, decidiu, manteria-se afastado do mundo

Sua mente somente e mais nada
E só isso já era um universo inteiro, só isso já era tudo
Ficaria por lá, disso estava certo
A imensidão do eu o manteria completo

O conforto do escuro por pouco tempo durou
Percebeu que seu mundo em trevas se desmanchava
Sem o desafio exterior se apagava todo o brilho
E toda aquarela que coloria sua alma em borrão se transformava

Logo o sopro de vida cinza se tornaria
Nas sombras do ser, o sentido do todo era nada
Compreendeu, por fim, que a incerteza era simplesmente necessária
Abriu os olhos por entre lágrimas

As cores cintilantes o chamavam

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One comment on “O escuro e as cores

  1. Célio de Almeida Amaral says:

    Vanine… Que lindo….