A inspiradora obra de Cora Coralina

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Oi pessoal!

hoje a dica é de cultura e literatura!

Recentemente viajei para o estado de Goiás e tive a oportunidade de conhecer a cidade Goiás, mais especificamente a área conhecida como Goiás Velho. Trata-se de uma belíssima cidade histórica de traçado e arquitetura predominantemente colonial que detém o título de Patrimônio Cultural da Humanidade conferido pela UNESCO desde 2001.

Nesta cidade está situada a antiga casa de Cora Coralina, conhecida como “Casa da Ponte” por ficar às margens do Rio Vermelho.

Cora Coralina  foi doceira e poetisa e é atualmente um importante nome da literatura contemporânea brasileira. Após sua morte, em 1985, a casa foi transformada em um museu dedicado memória da moradora, com um acervo que expõe sua obra e sua trajetória pela vida.
A poetisa começou a escrever na adolescência, mas apenas com 76 anos publicou seu primeiro livro. Segundo as explanações da guia do museu, Cora escolheu este nome para si e passou a usar no lugar de seu nome de batismo, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a fim de se tornar única e exclusiva. Deste modo, seus escritos teriam a autoria facilmente reconhecida.

Foi através da publicação de uma carta de Carlos Drummond de Andrade com elogios à obra de Cora Coralina, que a artista começou a ser reconhecida nacionalmente e, posteriormente, chegou a ganhar importantes prêmios da literatura brasileira.

Cora escreveu sobre suas lembranças e experiências, sobre o seu dia-a-dia, sobre a cidade interiorana de Goiás, sobre as fases da vida, a velhice e o amor. Com autenticidade, transmitia às palavras suas paixões e seu carinho pelas pessoas. Valorizava os amigos e vizinhos e acolheu pessoas humildes em sua casa, como  a conhecida “Maria Grampinho”, uma andarilha que se tornou companheira de Cora Coralina durante muitos anos.

Sua obra nos ensina a dar valor à simplicidade e nos estimula a contemplar com mais tranquilidade os momentos, de uma forma em que o viver se torne mais leve e prazeroso.

Um trecho de um dos poemas expostos no circuito permanente do museu me emocionou bastante. Quando o li, senti um frescor de vida nova, como se eu pudesse reinventar a vida e fazer de tudo novidade naquele instante mesmo da leitura.

Com as palavras deste poema finalizo o post desta semana e recomendo a todos a conhecer um pouco mais a inspiradora obra de Cora Coralina.

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

um poema.

(Trecho do Poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina, 1981)

Que possamos nos recriar a cada dia!

Até o próximo post!

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